Projeto Autodidata

Em busca de conhecimento
emoções do amor mente fé e persistência

Emoções – Capítulo 10 – Livro Quem Pensa Enriquece – Napoleon Hill

A mistura de emoções

É fato conhecido que, utilizando seus conhecimentos, o químico é capaz de criar um veneno mortal com base em determinados elementos que, isoladamente e utilizados na proporção certa, seriam inofensivos.

Assim é com as emoções: dependendo da combinação, podem transformar-se em veneno. Sexo e ciúme, por exemplo, quando juntos, são capazes de transformar um ser humano em uma fera ensandecida.

A química consegue transformar uma ou mais emoções destrutivas em um veneno que elimina o equilíbrio e o senso de justiça. Em casos extremos, o indivíduo pode perder a razão completamente.

A mente é uma criatura de hábitos; ela se desenvolve com base nos pensamentos dominantes que a alimentam.

Não é difícil: com força de vontade e persistência, é possível controlar a mente e selecionar as emoções que vão povoá-la.

O segredo está em compreender o processo de transmutação. Quando surgir qualquer emoção negativa, basta alterar o pensamento para transmutá-la em positiva ou construtiva.

O único caminho para a genialidade passa pelo esforço pessoal voluntário!

Emoção do amor

A emoção do amor desperta e desenvolve a natureza artística e estética do homem, imprimindo sua marca à alma, mesmo que o tempo e as circunstâncias abrandem o calor do sentimento.

Lembranças de amor são eternas: elas perduram, continuam a guiar e a influenciar, mesmo depois que a pessoa amada se vai. O efeito do amor permanece porque é um sentimento espiritual por natureza.

O ser humano não elevado pelo amor está perdido, morto, ainda que pareça viver.

No entanto, as lembranças de amor não são suficientes para alçar o indivíduo a um plano superior de esforço criativo. A maior força do amor pode enfraquecer-se e desaparecer, como uma chama que se extingue, mas deixa marcas indeléveis à sua passagem. E seu desaparecimento frequentemente prepara o coração para um amor ainda maior.

De vez em quando, volte ao passado e mergulhe nas belas lembranças de antigos amores. Assim, estará diminuindo a influência dos problemas do presente, permitindo-se uma válvula de escape para sentimentos desagradáveis da vida real, e – quem sabe? – talvez a sua mente aproveite esse retiro temporário em um mundo de fantasia para criar ideias ou planos que venham a mudar completamente a sua situação financeira ou espiritual.

Se você se considera uma pessoa sem sorte por ter amado e perdido, deixe disso. Quem amou de verdade nunca perde inteiramente. O amor é caprichoso e temperamental, de natureza efêmera e transitória: vem quando quer e vai embora sem avisar. Aceite e aproveite enquanto durar, sem se preocupar com o que vai acontecer. Preocupações não trazem o amor de volta.

Esqueça também a ideia de que só se ama uma vez. O amor pode ir e vir inúmeras vezes, mas não existem duas experiências iguais. Às vezes, a marca deixada é mais forte do que as outras, mas todas as experiências são validas, a não ser para aquele que se torna cínico e ressentido quando o amor se vai.

Diferença entre amor e sexo

As pessoas se desapontariam muito menos com o amor – aliás, nunca se decepcionariam – se compreendessem a diferença entre amor e sexo. A principal diferença é que o amor é espiritual, enquanto o sexo é biológico. Nenhuma experiência que toque o coração humano com força espiritual pode ser danosa, exceto se for dominada pela ignorância ou pelo ciúme.

O amor é, inquestionavelmente, a experiência mais importante da vida – a que nos permite entrar em comunhão com a Inteligência Infinita. Combinado ao romantismo e ao sexo, pode levar-nos ao máximo do esforço criativo.

Amor, sexo e romantismo são os lados do eterno triângulo que leva o gênio à realização. É disso que são feitos os gênios.

A emoção do amor tem muitos aspectos, muitas nuanças e muitas formas. O amor pelos pais ou pelos filhos é bem diferente do amor romântico, que inclui o sexo. A amizade verdadeira, que também é uma forma de amor, difere do sentimento em relação a pais, filhos ou namorados. Existe ainda a emoção despertada por seres criados pela natureza, mas o sentimento mais intenso é aquele que mistura amor e sexo.

Os casamentos em que a afinidade permanente do amor não é adequadamente harmonizada e equilibrada com o sexo não são felizes – nem duram. O amor, sozinho, não garante felicidade ao casamento; o sexo também não. Quando essas duas belas emoções se combinam, a união leva a um dos estados de ânimo mais próximos do espiritual que podem ser alcançados neste plano terreno.

Quando o romantismo é acrescentado ao amor e ao sexo, desaparece a barreira entre a mente finita do homem e a Inteligência Infinita.

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