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Como vencer os seis fantasmas do medo – Napoleon Hill

Trechos do capítulo 14 do livro Quem Pensa Enriquece.

Analise e descubra quantos fantasmas do medo estão atrapalhando o seu caminho

Três inimigos devem ser afastados: indecisão, dúvida e medo.

O sexto sentido não funcionará se a mente estiver formada por um ou mais desses três inimigos. Os componentes do trio maldoso são muito unidos. Aonde um vai, os outros também vão.

A indecisão é o projeto do medo! Lembre-se disso quando ler. A indecisão de materializa em dúvida. As duas se combinam e formam o medo! O processo de combinação é lento, geralmente. Por isso esses inimigos são tão perigosos: germinam e crescem sem serem notados.

O objetivo é chamar a atenção para a causa e a cura de seis medos básicos. Antes de enfrentar um inimigo, você precisa saber seu nome, conhecer seus hábitos e o lugar onde vive. Durante a leitura, analise-se cuidadosamente para descobrir se tem um ou mais desses medos comuns.

Não se deixe enganar pelos hábitos desses inimigos sutis. Às vezes, eles se escondem no subconsciente, onde é difícil localizá-los e ainda mais difícil eliminá-los.

Os seis medos básicos

Em algum momento da vida, todo ser humano é atacado pelos seis medos básicos, seja por um deles de cada vez ou por uma combinação de alguns – e às vezes por todos ao mesmo tempo! Eis a lista dos seis medos básicos.

  • Pobreza
  • Críticas
  • Doença
  • Perder o amor de alguém
  • Velhice
  • Morte

Todos os outros medos são de menor importância e podem ser indicados em algum desses seis.

A ocorrência desses medos obedece a ciclos, como se fosse uma maldição lançada sobre o mundo. Em tempos de crise econômica, prevalece o medo da pobreza; em tempos de guerra, o medo da morte, depois da guerra, o medo da doença.

Medos não passam de estados de espírito, sujeitos a controle e orientação. Os médicos, como se sabe, ficam doentes com menos frequência do que outro tipo de profissional – por um motivo muito simples: não têm medo das doenças. Por força da profissão, eles não hesitam em aproximar-se diariamente de pacientes com moléstias contagiosas, mas nem por isso se contagiam. Sua imunidade se deve em grande parte, se não unicamente, à absoluta falta de medo.

A co-criação da realidade

Todo que o ser humano cria começa com um impulso de pensamento. A partir dessa afirmativa, vem outra, ainda mais importante: os impulsos de pensamento começam imediatamente a transformar-se em seu equivalente material, sejam tais pensamentos voluntários ou não. Impulsos de pensamento captados ao acaso (liberados de outras mentes) têm tanta força para determinar o destino financeiro, social e profissional de um indivíduo quanto aqueles criados deliberadamente.

Para aqueles que não entendem por que algumas pessoas têm tanta sorte, enquanto outras de igual ou melhor habilidade, treinamento, experiência e capacidade parecem fadadas à infelicidade. A explicação e a seguinte: todo ser humano tem a capacidade de total controle da própria mente e, com isso, pode deixá-la aberta a impulsos negativos emitidos por outras mentes, ou fechar bem as portas, admitindo apenas impulsos de pensamentos desejáveis.

A natureza dotou o ser humano de absoluto controle sobre o pensamento. Isso, aliado ao fato de que tudo o que criamos começa em forma de pensamento, leva-nos ao princípio pelo qual o medo pode ser dominado.

Se é verdade que todo pensamento tem a tendência de transformar-se em seu equivalente material (e é, sem sombra de dúvida), também é verdadeiro o fato de ser impossível que pensamentos de medo e pobreza transformem-se em coragem e ganhos financeiros.

1- O medo da pobreza

Entre pobreza e riqueza não pode haver acordo! As estradas que levam a uma e a outra seguem direções opostas. Se você quer riqueza, recuse-se a aceitar qualquer circunstância que leve a pobreza.

A palavra “riqueza” é empregada aqui em sentido amplo, significando condições financeiras, espirituais, mentais e materiais. O ponto de partida do caminho que leva à riqueza é o desejo.

Neste momento, aceite o desafio de determinar quanto desta filosofia você conseguiu absorver. Este é o ponto em que pode prever com precisão o que o destino lhe reserva. Este é o ponto em que pode prever com precisão o que o destino lhe reserva. Se, depois da leitura, você aceitar a pobreza, pode preparar a mente para isso. A decisão é sua.

Se preferir a riqueza, determine a forma e a quantidade ideais. Você conhece a estrada que leva à riqueza e recebeu um mapa para não errar o caminho. Se não começar a caminhada, ou desistir antes da chegada, você será o responsável. A riqueza só depende do seu estado de espírito – o único fator controlável. Estado de espírito se cria e se vive, não se compra.

Medo como estado de espírito

O medo da pobreza não passa de um estado de espírito, mas é suficiente para anular qualquer chance de realização de um empreendimento.

Esse medo impede o raciocínio, destrói a imaginação, acaba com a autoconfiança, extingue o entusiasmo, prejudica a iniciativa, leva à indecisão, estimula os adiamentos e impossibilita o autocontrole; tira o encanto da personalidade, atrapalha a clareza do raciocínio, dilui os esforços, aniquila a persistência, reduz a nada a força de vontade, arruína a ambição, anuvia a memória e atrai todas as formas de fracasso; mata o amor e as melhores emoções do coração, abala a amizade, acarreta desastres, causa insônia, miséria e infelicidade – isso apesar da inegável verdade de que vivemos em um mundo onde há abundância de tudo o que o coração pode desejar, e nada nos impede de consegui-lo, a não ser a falta de propósito.

O medo mais destrutivo

O medo da pobreza é, sem dúvida, o mais destrutivo dos seis medos básicos, Foi colocado no topo da lista porque é o mais difícil de dominar. É preciso coragem para dizer a verdade a respeito da origem desse medo e ainda mais coragem para aceitar essa verdade. O medo da pobreza se originou da tendência hereditária que tem o ser humano de tentar superar o outro economicamente.

Praticamente todos os animais inferiores ao homem são motivados pelo instinto e, com sua capacidade limitada de “pensar”, tentam superar uns aos outros fisicamente.

O homem, com seu superior senso de intuição, sua capacidade de pensar e raciocinar, não devora o outro literalmente, tem mais satisfação em devorá-lo financeiramente. O homem é tão avarento que cada lei foi criada para protegê-lo de seu semelhante.

O valor do dinheiro

De todas as eras vividas pela humanidade das quais temos algum conhecimento, a atual se destaca (Napoleon Hill está se referindo ao século XX) pela importância que o homem dá ao dinheiro (que continua sendo verdade atualmente). Aquele qe não possui uma gorda conta bancária vale menos que a poeira do chão; mas, se tem dinheiro, – seja lá como for que tenha conseguido – é um rei, está acima da lei, comanda a política, domina os negócios, e todos se curvam à sua passagem.

Nada causa tanto sofrimento e humilhação quanto a pobreza! Somente quem já foi pobre entende isso.

Não admira que o ser humano tema a pobreza. Pela experiência, aprendeu há gerações que alguns indivíduos não são confiáveis quando se trata de dinheiro e bens materiais. Essa é uma acusação dolorosa, e o pior é que é verdade.

A maior parte dos casamentos se baseia na riqueza do marido, da esposa ou dos dois. Não é de espantar que haja tantos processos de divórcio.

Alguns vão em busca da riqueza tão avidamente que fazem de tudo para consegui-la – se possível, por meios legais, mas também por outros meios, se for necessário ou conveniente.

Autoanálise

A autoanálise pode revelar fraquezas que as pessoas preferem ignorar, mas é essencial para quem quer obter da vida mais que mediocridade e pobreza. Ao analisar-se, lembre que é, ao mesmo tempo, juiz e jurado, acusador e defensor, queixoso e réu. Encare os fatos. Faça perguntas claras e exija respostas diretas. Ao terminar a análise, você se conhecerá melhor. Se não se sentir capaz de uma avaliação imparcial, peça a ajuda de alguém bem próximo. Você está em busca da verdade. Descubra-a, ainda que se sinta desconfortável temporariamente!

As pessoas, em sua maioria, ao serem perguntadas sobre o que mais temem, respondem: “Nada.” É uma resposta incorreta. Poucos são aqueles que percebem quanto são constrangidos, prejudicados e derrotados fisicamente e espiritualmente por alguma forma de medo. O medo se instala tão sutil e profundamente que o indivíduo pode carregá-lo a vida toda sem se dar conta. Somente uma análise corajosa é capaz de revelar a presença desse inimigo de todos. Quando começar a se analisar, procure respostas sinceras dentro de você. Faça isso. Eis aqui uma lista de sintomas que deve procurar.

Sintomas do medo da pobreza

Indiferença

Expressa-se comumente pela falta de ambição; pela tolerância com a pobreza; aceitação passiva do que a vida oferece; preguiça física e mental; falta de iniciativa, de imaginação, de entusiasmo e de autocontrole.

Indecisão

Hábito de deixar as decisões nas mãos dos outros, de ficar “em cima do muro”.

Dúvida

Expressa-se geralmente por desculpas e álibis destinados a disfarçar, explicar ou justificar as próprias falhas e por críticas ao sucesso alheio, motivadas pela inveja.

Ansiedade

Expressa-se comumente pelo hábito da pessoa de encontrar defeitos nos outros, pela tendência a gastar mais do que ganha, desleixo com a própria aparência e pelo ar carrancudo; abuso de álcool e drogas; por nervosismo, desequilíbrio, insegurança e constrangimento.

Excesso de precaução

Expressa-se pelo hábito de ver tudo pelo lado negativo, pensando e falando em possíveis falhas, em vez de concentrar-se nos meios de alcançar o sucesso. A pessoa conhece os motivos do fracasso, mas nada faz para superá-los; espera pela “hora certa” de colocar os planos em ação, e a espera se torna um hábito; só se lembra do que deu errado, esquecendo o que deu certo, sem perceber a situação como um todo. O pessimismo causa má digestão, prisão de ventre, intoxicação, dificuldade em respirar e mal-estar generalizado.

Hábito de deixar tudo para depois (procrastinar)

Expressa-se pelo hábito de deixar para amanhã o que deveria ter ido feito no ano passado, pelo desperdício de tempo na criação de desculpas para o não cumprimento das tarefas e pela fuga às responsabilidades. Esse sintoma está intimamente ligado ao excesso de precaução, à ansiedade e à dúvida. Recusa em aceitar a responsabilidade quando isso pode ser evitado.

O indivíduo prefere desistir a lutar pelo que deseja; prefere ceder à dificuldades a utilizá-las como degrau para o sucesso; prefere contentar-se com o pouco que a vida lhe oferece a buscar prosperidade, prazer e felicidade.

Ele planeja fazer se e quando for vencido pelo fracasso, em vez de afastar qualquer possibilidade de bater em retirada. Falta-lhe autoconfiança, firmeza de propósito, autocontrole, iniciativa, entusiasmo, ambição, bom senso e capacidade de raciocínio.

Ele esperar a pobreza, em vez de buscar a riqueza. Em geral, une-se a outros que têm atitudes semelhantes.

2- Medo de críticas

Não se pode afirmar com certeza a origem do medo de críticas, mas uma coisa é certa: ele é bastante desenvolvido. Alguns acreditam que tudo começou quando a política se tornou “profissão”. Para outros, o que provocou o aparecimento desse medo foi a preocupação das mulheres com os estilos de vestuário.

Napoleon Hill prefere atribuir o medo de críticas àquela parte da natureza do homem que o predispõe não somente a tomar os bens do próximo como a justificar suas atitudes criticando o caráter do outro. É muito comum o ladrão criticar aquele de quem roubou, bem como o político em campanha tentar desmerecer os oponentes, em vez de demonstrar suas próprias virtudes e qualidades.

O medo de críticas assume várias formas, a maior parte delas tola e mesquinha.

Os fabricantes de roupas souberam aproveitar rapidamente o medo de críticas que assola a humanidade. A cada estação, muda o estilo dos artigos de vestuário. Quem determina os estilos? Certamente não é o comprador, mas o fabricante. E por que os estilos mudam tão amiúde? A resposta é óbvia: para vender mais.

É pelo mesmo motivo que os fabricantes de automóveis (com raras e honrosas exceções) alteram os modelos a cada temporada. Todos querem ter um carro do ano, ainda que o modelo anterior seja melhor.

Até aqui, descrevemos comportamentos sob a influência do medo de críticas acerca de aspectos menos importantes da vida.

Medo de críticas nos relacionamentos

Vamos agora examinar o comportamento humano quando esse medo afeta os mais importantes aspectos dos relacionamentos. Tomemos por exemplo uma pessoa que tenha alcançado a idade de maturidade mental (entre 35 e 40 anos, em média). Se fosse possível ler seus pensamentos, encontraríamos uma forte descrença na maior parte dos mitos que lhes foram transmitidos por dogmatistas e teólogos, anos antes.

Muito raramente, porém, você encontrará alguém com coragem de expressar sua opinião. Quando pressionadas, as pessoas, em sua maioria, preferem mentir a admitir que não acreditam nas histórias associadas à forma de religião que mantinha presos os fiéis antes da era da informação e das descobertas científicas.

Por que o indivíduo médio, mesmo nestes dias de esclarecimento, esquiva-se a negar sua crença nos mitos que foram a base da maioria das religiões há algumas décadas? A resposta é: por medo das críticas. Homens e mulheres arderam em fogueiras por terem ousado expressar sua descrença em fantasmas. Não admira que tenhamos herdado uma consciência que nos faz temer a critica. Houve um tempo – nem tão longe assim – em que a crítica acarretava punições severas, o que ainda acontece em alguns países.

O medo de críticas rouba a iniciativa, destrói a capacidade imaginativa, limita a individualidade, mata a autoconfiança e prejudica o ser humano de muitas outras maneiras. Às vezes, os pais causam danos irreparáveis aos filhos ao criticá-los.

Crítica de patentes

A crítica é uma forma de serviço que todo mundo tem em estoque e apressa-se a prestar sem cobrar, quer haja ou não uma solicitação. Os parentes mais próximos costumam ser os piores críticos.

Deveria ser considerado crime (na verdade, é um crime da pior espécie) pai ou mãe incutirem complexos de inferioridade na mente dos filhos, por meio de censuras desnecessárias.

Os patrões que conhecem a natureza humana conseguem o máximo de seus empregados, oferecendo sugestões construtivas em vez de críticas. O mesmo podem fazer os pais. A crítica planta no coração medo e ressentimento, nunca amor e afeto.

Sintomas do medo de críticas

Esse medo é quase tão comum quanto o medo da pobreza e tem os mesmos efeitos prejudiciais para a realização pessoal, principalmente porque destrói a iniciativa e inibe o exercício da imaginação. Seus principais sintomas são estes:

Constrangimento

Expressa-se geralmente por nervosismo, timidez em conversas e encontros com estranhos, dificuldade em fixar o olhar e movimentos desajeitados de mãos, braços e pernas.

Desequilíbrio

Expressa-se por instabilidade da voz, nervosismo na presença de outras pessoas, falhas de memória e má postura corporal.

Fraqueza de personalidade

Falta de firmeza nas decisões, de encanto pessoal e da capacidade de expressar opiniões com segurança. Hábito de fugir dos problemas em vez de enfrentá-los. Concordância com opiniões alheias sem maiores ponderações.

Complexo de inferioridade

O indivíduo expressa por palavras e atos quando se acha superior, como meio de esconder um sentimento de inferioridade. Usa palavras “difíceis” para impressionar – muitas vezes sem conhecer o seu significado. Imita o comportamento, o modo de falar e de vestir de outras pessoas. Gaba-se de realizações imaginárias, o que lhe dá um ar de falsa superioridade.

Extravagância

Hábito de ostentar, gastando mais do que ganha.

Falta de iniciativa

Expressa-se pela dificuldade em aproveitar oportunidades que poderiam contribuir para o crescimento pessoal, pelo medo de expressar opiniões, pela falta de confiança nas próprias ideias, pelas respostas evasivas a perguntas feitas por superiores, pela fala e pelos gestos hesitantes, bem como pela falsidade em palavras e em atitudes.

Falta de ambição

Expressa-se por apatia física e mental, pouca assertividade, lentidão na tomada de decisões, facilidade de sofrer influências externas, hábito de elogiar pela frente e criticar pelas costas, aceitação passiva das derrotas, abandono das tarefas ao menor sinal de oposição, suspeitas infundadas, fuga à responsabilidade pelos próprios erros e falta de tato nas palavras e atitudes.

3- Medo de doenças

O medo de doenças tem origem em nossa herança física e social, assim como os medos da velhice e da morte, pois nos leva à fronteira de “mundos terríveis” e desconhecidos, sobre os quais ouvimos histórias preocupantes. É bastante comum, também, a ideia de que “vendedores de saúde” pouco éticos contribuem para manter vivo o medo de doenças.

O ser humano teme a doença sobretudo por causa das imagens terríveis sobre a morte plantada em sua mente. Além disso, preocupa-se com o custo do tratamento.

Um médico conceituado avaliou em 75% a incidência de hipocondria (doenças imaginárias) no total de pessoas que vão ao consultório. Já se provou que o medo de estar doente, ainda que sem o menor fundamento, frequentemente produz os sintomas físicos da doença temida.

Como é poderosa a mente humana! Tanto constrói como destrói.

Distribuidores de medicamentos acumularam fortunas aproveitando-se dessa fraqueza.

Existem fortes indícios de que a doença, às vezes, começa soba forma de um impulso de pensamento negativo, que pode passar de uma mente para outra, por sugestão, ou ser criado pelo próprio indivíduo.

A semente do medo da doença vive em toda mente humana. Preocupações, medo, desânimo, decepções amarosas e problemas profissionais fazem a semente germinar. As fases conturbadas mantêm os médicos ocupados, pois qualquer tipo de pensamento negativo pode causar doenças.

Desapotamentos e doenças

Desapontamentos no amor e na profissão ocupam o topo da lista de razões para o medo da doença. Uma decepção no amor levou um rapaz ao hospital, onde ficou meses entre a vida e a morte, até que foi convocado um especialista em terapia pela sugestão. Este mudou a equipe de enfermagem, deixando o paciente sob os cuidados de uma enfermeira bela e jovem (tudo arranjado pelo médico), que começou a conquistá-lo a partir do primeiro dia. Em três semanas, o rapaz teve alta, embora sofrendo de uma nova doença: estava apaixonado outra vez. O remédio não passou de uma estratégia, mas o paciente e a enfermeira se casaram mais tarde. E pelo menos até hoje gozam de boa saúde.

Sintomas do medo de doença

Os sintomas desse medo quase generalizado são estes:

Autossugestão

Hábito de usar negativamente a autossugestão, procurando e esperando encontrar sintomas de todo tipo de doença. Prazer em doenças imaginárias, falando delas como se fossem reais.

Hábito de experimentar todos os remédios e tratamentos sugeridos. Conversas sobre cirurgias, acidentes e outras formas de doença. Experimentação de dietas e exercícios físicos sem orientação médica. Uso indistinto de remédios caseiros, industrializados ou receitados por curandeiros.

Hipocondria

Hábito de pensar e falar em doenças, esperando descobri-las, até provocar uma crise nervosa. Não existe medicação que cure essa condição. Ela é provocada pelo pensamento negativo e só pode ser curada pelo pensamento positivo.

Segundo se diz, a hipocondria (termo médico para doenças imaginárias) causa tanto mal quanto a própria doença. A maioria das chamadas doenças “dor nervos” vem de males imaginários.

Falta de exercícios

Geralmente, o medo de doenças faz o indivíduo evitar a vida ao ar livre, impede o exercícios físico adequado e, assim, provoca aumento de peso.

Suscetibilidade

O medo de adoecer diminui a resistência física, criando uma condição favorável a toda forma de doença.

Com frequência, o medo de doenças vem associado ao medo da pobreza, em especial no caso dos hipocondríacos, que se preocupam com a conta do hospital, os honorários do médico e o preço do remédio.

Esse tipo de pessoa procura estar preparada para a doença, fala sobre a morte, compra sepultura e economiza para as despesas com o enterro.

Papel da vítima

Hábito de usar doenças imaginárias para angariar simpatia. (Muitos recorrem a esse artifício para fugir do trabalho.) A simulação de doenças serve para encobrir a preguiça pura e simples ou a falta de ambição.

Excesso

Hábito de usar álcool ou drogas para aliviar a dor em vez de eliminar a causa dessa dor. Costume de ler sobre doenças e preocupar-se com a possibilidade de ser atacado por uma delas. Interesse exagerado por anúncios de remédios.

4- Medo de perder o amor de alguém

A origem do medo da perda de um amor é inerente ao ser humano e não exige muitas explicações; está obviamente no hábito da poligamia, quando o homem costumava roubar ou cortejar as mulheres dos outros.

O ciúme e outras formas semelhantes de demência precoce nasceram do medo que o homem tem de perder o amor de alguém.

Dos seis medos básicos, esse é o mais doloroso e talvez o que mais provoque estragos no corpo e na mente, evando muitas vezes à insanidade permanente.

Provavelmente, o medo de perder um amor existe desde a idade da pedra, quando o homem conquistava as mulheres pela força bruta. Eles ainda as conquistam, mas com outras técnicas: em vez de força, usam a persuasão, a promessa de roupas caras, carros e outras iscas muito mais eficazes do que a força física. Os hábitos do homem moderno são os mesmos do início da civilização; ele apenas os expressa de maneira diferente.

Uma observação cuidadosa demonstra que as mulheres são mais suscetíveis a esse medo do que os homens, o que pode ser facilmente explicado: elas aprenderam, por experiência, que eles são polígamos por natureza, e não se pode confiar nas rivais.

Sintomas do medo de perder o amor de alguém

Os sintomas característicos desse medo são estes:

Ciúme

Hábito de desconfiar de amigos ou da pessoa amada, sem motivos razoáveis. O ciúme é uma forma de demência precoce, às vezes, expressa-se com violência, sem qualquer causa. A pessoa ciumenta costuma acusar o marido ou a mulher de infidelidade, embora sem fundamento algum, e não confia em ninguém.

Repreensão

Hábito de repreender amigos, parentes, colegas de trabalho, etc. Por motivos insignificantes, ou sem qualquer razão.

Jogo

Hábito de jogar, roubar, enganar e correr riscos com o objetivo de ganhar dinheiro e oferecer bens materiais à pessoa amada, acreditando poder comprar o amor. Costume de gastar mais do que ganha, para impressionar. Insônia, nervosismo, descontrole, insegurança, instabilidade de humor e falta de persistência e de força de vontade.

5- Medo da velhice

O medo da velhice tem duas origens principais: a primeira é o medo de que a velhice traga a pobreza – de que os bens materiais sejam tomados por alguém; a segunda, e mais forte, são os falsos e cruéis ensinamentos transmitidos de geração em geração, bem como outros truques habilmente concebidos, para manter o ser humano dominado pelo medo.

A possibilidade de doenças – que aumenta com o passar dos anos – e de diminuição da atração sexual também contribuem para esse medo.

Existe uma associação entre velhice e possibilidade de pobreza. “Asilo” não é uma palavra bonita. Qualquer um se arrepia com a ideia de passar ou últimos dias de vida em um abrigo para idosos.

E há ainda a possibilidade de perda da independência física e financeira.

Sintomas do medo da velhice

Os sintomas mais comuns desse medo são estes:

Tendência a diminuir o ritmo de atividade e desenvolver complexo de inferioridade, por volta dos 40 anos, acreditando serem os lapsos que comete motivados pela idade. (Na verdade, os anos mais produtivos da vida do indivíduo, tanto mental quanto espiritualmente, não aqueles entre os 40 e os 60.)

Hábito de desculpar-se pela “velhice”, ao chegar aos 40 ou 50 anos, em vez de subverter a regra, demonstrando gratidão por haver alcançado a idade da sabedoria e da compreensão.

Costume de reprimir a iniciativa, a imaginação e a autoconfiança, acreditando falsamente haver passado da idade de exercer essas qualidades.

Preferência por um vestuário de estilo jovem e adoção de maneirismos típicos da juventude, provocando comentários de conhecidos e desconhecidos.

6- Medo da morte

Para alguns, o medo da morte é o mais cruel dos medos básicos, por uma razão óbvia. A terrível sensação de medo associada à ideia da morte, na maior parte dos casos, pode ser atribuída diretamente ao fanatismo religioso.

Os chamados “pagãos” têm muito menos da morte do que os mais “civilizados”. Há centenas de milhões de anos, o homem procura as respostas para estas perguntas: “De onde venho? Para onde vou?”

Há muitas eras, indivíduos espertos e astuciosos respondiam rapidamente a essas perguntas, mas cobravam um preço por isso. Veja agora a principal razão para o medo da morte.

“Entre em minha tenda, abrace minha fé, aceite meus dogmas, e garantirei a sua entrada imediata no céu após a morte. Se ficar fora da tenda, será levado pelo demônio e arderá no fogo do inferno por toda a eternidade”, diz o líder uma seita.

A eternidade é muito tempo. O fogo é terrível. A ideia do castigo eterno pelo fogo não somente faz o ser humano temer a morte, mas também perder a razão e o interesse pela vida, além de tornar a felicidade impossível.

Embora o líder religioso não seja capaz de garantir ao fiel um sal-conduto para o céu nem tenha o poder de fazer o infeliz descer ao inferno, esta última possibilidade é tão terrível que a simples ideia toma conta da imaginação e parece tão rea que elimina a razão e impões o medo da morte.

O além-vida

Na verdade, ninguém sabe nem nunca soube se céu e inferno existem e como são. Essa falta de conhecimento positivo abre as portas da mente humana ao charlatanismo, que a controla com a astúcia, artifícios e mentiras piedosas.

O medo da morte já não é tão comum como no tempo em que não havia instituições de ensino. Os cientistas mostraram a verdade ao mundo, libertando rapidamente a humanidade do terrível medo da morte.

Os jovens universitários não se deixam impressionar facilmente pelo fogo e pelo enxofre do inferno. Com a ajuda de ciências como Biologia, Astronomia, Geologia e outras relacionadas a estas, os medos que povoavam as mentes dos seres humanos, destruindo sua razão, foram afastados.

As clínicas para doentes mentais estão cheias de gente que enlouqueceu por medo da morte.

Esse medo de nada adianta. A morte virá, seja qual for a nossa opinião a respeito dela. Aceite-a como uma necessidade e não pense mais no assunto. Se a morte não fosse necessárias, não aconteceria. E talvez não seja tão ruim como dizem.

A composição do mundo

O mundo é feito apenas de energia e matéria. Nas aulas de Física, aprendemos que matéria e energia (as duas única realidades conhecidas do ser humano) não podem ser criadas nem destruídas – mas pode ser transformadas.

Vida é energia. Se é impossível destruir energia e matéria, também é impossível destruir a vida. Pode haver processos de transição ou mudança, mas não a destruição da vida. Então, a morte é uma simples transição.

E, se a morte não for apenas mudança ou transição, nada haverá depois dela, a não ser um sono eterno e tranquilo. Como não há motivo para temer o sono, você pode banir o medo da morte.

Sintomas do medo da morte

Os sintomas desse medo são estes:

Hábito de pensar na morte em vez de aproveitar a vida ao máximo – geralmente por falta de objetivo ou de uma ocupação produtiva. Esse medo atinge principalmente os mais idosos, mas às vezes pode afetar também os mais jovens.

O remédio mais eficaz contra o medo da morte é um desejo ardente de realização, fundamentado na prestação de um serviço útil aos outros.

Pessoas ocupadas raramente têm tempo de pensar na morte; para elas, a vida é interessante demais.

Às vezes, o medo da morte está associado ao medo de deixar os entes queridos queridos na pobreza; em outros casos, é consequência de alguma doença que tenha minado a resistência física.

Assim, podemos resumir dizendo que as causas mais comuns para o medo da morte são: doença, pobreza, falta de ocupação produtiva, decepção amarosa, insanidade e fanatismo religioso.

Bônus: Ansiedade

A ansiedade é um estado de espírito baseado no medo. A ansiedade se instala devagar, mas com persistência. É insidiosa e sutil. Passo a passo, toma a mente, até anular a capacidade de raciocínio, a autoconfiança e a iniciativa.

A ansiedade é uma forma de medo continuado causado pela indecisão; portanto, é um estado de espírito que pode ser controlado.

A indecisão desequilibra a mente, e uma mente desequilibrada é impotente. Mesmo sob condições econômicas normais, falta à maioria dos indivíduos a força da vontade para tomar decisões com agilidade e levá-las adiante.

Em períodos de instabilidade da economia, a situação fica ainda mais complicada: além de sua natural dificuldade em tomar decisões, eles são influenciados pela indefinição dos que os rodeiam, criando-se assim um estado de “indecisão em massa”.

Quando nos decidimos por uma determinada linha de ação, a ansiedade desaparece. A decisão pode evitar a ocorrência de circunstâncias não desejadas.

Por causa da indecisão, os seis medos básicos se transformam em ansiedade. Se quer livrar-se para sempre do medo da morte, tome a decisão de aceitá-la como um acontecimento inevitável.

Afaste o medo da pobreza tomando a decisão de satisfazer-se com a riqueza que puder acumular, sem ansiedade; acabe com o medo de críticas tomando a decisão de não se preocupar com o que os outros pensam, dizem ou fazem; elimine o medo da velhice tomando a decisão de aceitá-la, não como uma desvantagem, mas como uma bênção em forma de sabedoria, autocontrole e compreensão, impossíveis na juventude; abandone o medo da doença tomando a decisão de esquecer os sintomas; domine o medo de perder a pessoa amada tomando a decisão de viver bem sem amor, se for necessário.

Evitar a ansiedade

Evite tomar as formas de ansiedade reconhecendo que nada na vida vale um preço tão elevado. A partir de então, terá equilíbrio, paz de espírito e calma, que levam à felicidade.

Aquele que tem a mente tomada pelo medo não somente destrói as próprias chances de agir com inteligência, como transmite vibrações negativas às mentes de todos com quem entra em contato, destruindo assim as chandes deles.

Até os cães e os cavalos sabem quando o dono é medroso, eles captam as vibrações emitidas pelo ser humano e agem de acordo. No reino animal, mesmo aqueles cuja inteligência é menos desenvolvida conseguem captar vibrações: por um processo desconhecido, as abelhas atacam mais as pessoas cuja mente registra medo, poupando aquelas que se sentem mais à vontade.

As vibrações de medo passam de uma mente a outra com a mesma rapidez com que o som da voz humana vai da emissora de rádio à estação receptora – e pelo mesmo meio.

A telepatia é uma realidade. Os pensamentos passam de uma mente a outra, com ou sem conhecimento por parte de quem emite e de quem capta.

É praticamente certo aquele que expressa verbalmente pensamentos negativos ou destrutivos venha a passar pela mesma experiência que desejou ser vivida por outra pessoa.

Efeito dos pensamentos negativos

A emissão de impulsos de pensamento destrutivos, sem verbalização, também tem uma espécie de “efeito bumerangue”, que pode manifestar-se de diversas formas. A primeira, e talvez a mais importante, é a seguinte: o indivíduo que emite pensamentos de natureza destrutiva, tem prejudicada sua faculdade de imaginação criativa.

A segunda é que, ao carregar na mente emoções destrutivas, o indivíduo desenvolve uma personalidade negativa que repele as pessoas, reside em um fato significativo: os impulsos de pensamento negativo, além de fazerem mal aos outros, integram-se ao subconsciente de quem os emite, tornando-se parte do caráter dessa pessoa.

O pensamento não segue um determinado rumo e pronto. Ele se espalha em todas as direções, através do éter, e também integra-se permanentemente ao subconsciente daquele que o emitiu.

Presume-se que o seu objetivo na vida seja alcançar o sucesso.Para isso, você precisa de paz de espírito, do atendimento de suas necessidades básicas e, acima de tudo, de felicidade. Tudo isso começa na forma de impulsos de pensamento.

Você pode controlar a sua mente, alimentando-a com impulsos de pensamentos à sua escolha. Tal privilégio é acompanhado da responsabilidade de usá-los construtivamente. Assim como administra os pensamentos, você comanda o seu destino terreno. Você pode influenciar diretamente o ambiente – e até controlá-lo em alguns aspectos -, dando à vida a feição que deseja, ou abrir mão dessa possibilidade, lançando-se ao “oceano das circunstâncias” e vagando para lá e para cá, ao sabor das ondas.

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